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FILHOS DE PASTORES


“Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor” (Js 6:6).


Sou filha de pastora!


Sempre me chamou a atenção a expressão: Josué, filho de Num. Por que o nome deste importante homem de Deus sempre trouxe ao seu lado o nome de seu pai? É sabido que nos primórdios, com o crescimento do número de pessoas na Terra, surgiu a necessidade de se identificar quem era quem, filho de quem, de onde era, ou ainda o que havia feito. Assim eram as denominações que ajudavam na identificação de pessoas na época. Com o passar dos anos e o aumento do número de seres humanos, essa identificação foi tornando-se complicada e confusa, sendo necessário organizá-la melhor por meio de regras e normas. Desse modo, essa identificação passou aos poucos a ser sistematizada e começaram a surgir os primeiros sobrenomes. Contudo, quando a história de Josué mostra seu nome sempre seguido pela expressão “filho de Num”, a coisa vai mais além do que apenas uma identificação de filiação. Na verdade, envolve também os laços espirituais e sentimentais presentes na formação de um cidadão da Terra e do Céu.


Ao analisarmos a história de Josué, filho de Num, vemos na sua árdua e não menos abençoada e maravilhosa jornada, um líder escolhido para conduzir o povo de Deus na entrada e posse da terra prometida, uma importante missão. Então, pensemos: como ele, um jovem, pôde trilhar tão brilhante caminhada tendo como âncora, lastro e peso o nome de seu pai? Um grande nome humano, tanto pode abrir portas como também fechá-las; mas Josué soube ser filho de Num e soube ainda ser ele mesmo, Josué, sucessor de Moisés.


Nos nossos dias, pensemos na figura de um filho de pastor. Quem é este indivíduo que muitas vezes carrega o peso de um chamado que parece ser apenas o de seus pais? Um ministério que aparentemente não lhe diz respeito? Um tipo de vida que ele afirma não querer para si mesmo? Afinal, quem é o filho de pastor? Quem é esta figura difícil de ser descrita? Em uma visão bastante generalizada, as pessoas enxergam os filhos de pastores como uma categoria humana à parte. Eles não são cristãos, são filhos de pastor. Espelhos, vidraças, exemplos (bons ou maus), modelos (positivos ou negativos) etc. Se não sabem a resposta, é porque não sabem nada; se sabem de tudo, é porque são esnobes e gostam de se aparecer. Então, o que fazer?


Voltando a Josué, filho de Num, ele soube enxergar o que Deus queria para a sua vida, embora carregasse o nome de seu pai, conseguiu escrever e construir a sua própria história. O seu pai não levou o povo de Deus na entrada e na posse da terra prometida, mas a história honrou o seu nome e o de sua família por meio de seu filho Josué. ele construiu a sua história e, graças a Deus, teve nome e sobrenome e soube dar valor a eles. Não lhe foi um peso, mas sim um complemento rico, especial, lindo, forte e determinante. Quem era? Era Josué, filho de Num.


Além do encontro e da determinação clara da identidade deste filho de pastor, Josué, filho de num, é um exemplo imprescindível para que nós, filhos de pastores, não apenas tenhamos a nossa identidade, mas que também descubramos qual é a rica e maravilhosa vontade de Deus para as nossas vidas, a fim de que cresçamos na nossa comunhão com Deus e com os nossos pais.


A identidade já está declarada, filho de pastor. Agora, passa a ser indispensável entender qual é o nosso papel, ampliar as nossas tendas, tomar posse dos nossos campos, avançar rumo a uma vida cada vez mais autêntica, real e eficaz, não apenas como coadjuvante, mas como elemento importante para uma existência feliz. Ser filho de pastor, sim. Por que não? Gente como a gente, pessoa como qualquer pessoa, contudo, com um olhar mais atento para andar numa estrada muito mais produtiva e vivendo sempre como remidos em Cristo.


Nem todo filho de Pastor terá que ser obrigatoriamente pastor; será se tiver o chamado. Entretanto, nem todo filho de pastor deve deixar de o ser por simples falta de incentivo. “E ele mesmo deu uns para apóstolos e outros para profetas e outros para evangelistas e outros para pastores e doutores” (Ef 4:11). Isso depende do chamado. Chamado? Que é isso? Um dos assuntos para esta nova caminhada.


Reconhecidas e identificadas as nossas identidades, agora daqui para frente é hora de nos posicionarmos: somos FIPAS, sim. Este é um ministério de parceria. Parceria com Deus, parceria conosco mesmos, parceria com os nossos pais e pastores.


SOMOS FILHOS DE PASTORES E DE DEUS

 


Coordenadora

Prª. Edelba S. B. de Carvalho


Casada com o pastor Edwaldo de Carvalho, é pastora auxiliar na IEQ em Chavantes, onde sua mãe, a revª. Edelba dos Santos Barreiros, é pastora titular e também superintendente da região. No ministério de Chavantes, a prª. Edelbinha, como é conhecida, atua na área da educação como diretora do ITQ, diretora regional do DEBQ e ainda como diretora da Comissão de Festas e Eventos da igreja local. Como professora municipal concursada, leciona há quase 24 anos na vizinha cidade de Ourinhos, onde reside. Lançou seu primeiro livro, Pela Cruz, em parceria com mais dois autores; e agora prepara o lançamento do sua segunda obra.

 

Tel.: (14) 8126-7391

edelbacarvalho@gmail.com